Dezembrite: por que dezembro nos deixa no limite e como aliviar

A reta final do ano costuma ser de balanços pessoais, compromissos sociais, metas acumuladas e uma sensação constante de urgência. O estresse é uma resposta normal e necessária à sobrevivência, mas só é saudável quando ocorre de forma pontual. Diante de desafios, o organismo aciona o mecanismo de luta ou fuga — enfrentamos a ameaça ou nos afastamos dela. Esse processo libera adrenalina e cortisol, eleva a frequência cardíaca, a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue e reduz, por um tempo, a resposta do sistema imunológico. Em condições normais, essa descarga dura cerca de 90 minutos e depois cessa.

Quando o estresse deixa de ser pontual

O problema surge quando o estresse deixa de ser pontual e se torna contínuo — algo comum no fim do ano. A necessidade de fechar pendências, cumprir prazos, reorganizar a vida, comprar presentes, participar de eventos, enfrentar o trânsito mais intenso e conciliar demandas familiares cria um terreno fértil para o estresse crônico. Nesse cenário, o corpo não encontra tempo para voltar ao seu estado basal.

Leia Também